Cordas, fitas e fixação

Cordas, fitas e fixação

A corda bondage é o único acessório desta secção que não perdoa a improvisação. Uma algema acolchoada distribui a pressão por desenho; uma corda faz exatamente aquilo que lhe mandarem fazer, e aí está tanto o seu apelo como o seu risco.

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As medidas padrão e porque existem

Na prática do atar fixaram-se dois números, e conhecê-los evita comprar material inútil.

A espessura habitual é de 6 milímetros. Abaixo de 5 milímetros a corda crava-se e concentra pressão numa linha muito fina, que é precisamente o que há a evitar. Acima de 8 milímetros torna-se rígida e difícil de atar com precisão.

O comprimento de referência é de 7 a 8 metros por peça. Essa medida não é arbitrária: é a que permite completar a maioria dos atados de tronco sem emendas, dobrada ao meio. Um conjunto inicial razoável são duas ou três cordas desse comprimento, mais uma curta de três ou quatro metros para pulsos e tornozelos.

Os materiais, um a um

  • Algodão. Macio desde a primeira utilização, não irrita e é o mais tolerante para começar. Cede um pouco sob tensão, o que em aprendizagem é uma vantagem.
  • Juta e cânhamo. Os tradicionais da corda shibari. Têm aderência natural, os nós não deslizam e transmitem uma sensação de textura muito característica. Exigem preparação prévia e não se lavam em água.
  • Nylon. Resistente, lavável à máquina e com toque sedoso. O inconveniente é ser escorregadio, por isso os nós tendem a apertar sozinhos sob tensão, e isso torna-o menos recomendável para quem começa.
  • Fita adesiva de bondage. Não é adesiva sobre a pele, apenas adere a si própria. É a opção mais rápida e a única que não exige saber nós.

Onde se ata e onde não

Esta é a parte que nenhum catálogo inclui e a que mais importa.

As zonas seguras são aquelas com massa muscular ou estrutura óssea por baixo: pulsos com volta larga, antebraços, coxas, tronco sobre a caixa torácica.

As zonas a evitar são as axilas, a face interna do braço perto do cotovelo, a parte lateral do pescoço, a parte de trás do joelho e a prega da virilha. São pontos onde nervos e vasos passam superficialmente, e aí a pressão sustentada pode deixar sequelas de dias ou semanas.

E o pescoço não se ata nunca, sob configuração alguma. Também não se deixa uma corda a passar perto do pescoço se houver possibilidade de a pessoa se mexer.

As regras de uma sessão

Distribua sempre a pressão por várias voltas em vez de uma só. Três ou quatro voltas paralelas num pulso são muito mais confortáveis e seguras do que uma só apertada.

Verifique com dois dedos: devem passar entre a corda e a pele sem forçar. Confirme de dez em dez ou quinze em quinze minutos a temperatura, a cor e a sensibilidade das mãos e dos pés. Se surgir formigueiro, dormência, palidez ou frio, solta-se de imediato e sem discussão.

Tenha à mão uma tesoura de emergência, das de ponta romba e lâmina curva, antes de dar a primeira volta. Não depois. E a pessoa atada não fica sozinha nem por um momento.

O atado suspenso fica fora do que se pode aprender por escrito, e não deve ser tentado sem formação presencial.

Cuidados com o material

O algodão e o nylon lavam-se em saco de rede, em água fria, e secam esticados ou pendurados. A juta e o cânhamo não se lavam por imersão: limpam-se a seco e tratam-se de vez em quando com óleo específico para manter a fibra flexível.

Guarde as cordas enroladas em meada, nunca num novelo apertado, e inspecione-as antes de cada utilização à procura de zonas desfiadas ou adelgaçadas.

O resto da gama

Se preferir começar com algo que já distribui a pressão por desenho, veja algemas e contenções. Os conjuntos completos estão em kits de bondage, as coleiras em coleiras e arneses de corpo e a categoria geral em material de bondage.

Os materiais, comparados

Cada material comporta-se de forma diferente no nó, na pele e no tempo que aguenta. Esta é a referência rápida.

MaterialToqueAderência do nóReutilizávelNível
AlgodãoMacioBomSimInicial
JutaÁsperoMuito bomSim, com manutençãoAvançado
NylonSedosoSolta-seSimIntermédio
Fita adesiva de bondageLisoCola a si própriaUma só utilizaçãoInicial
Fita de siliconeMacioAdere sem colaSimInicial

As alternativas com fivela e acolchoado estão em imobilizações e algemas, e as peças sensoriais que costumam acompanhá-las em vendas e máscaras.

Envio discreto da Lace & Luna

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Perguntas frequentes

Que corda convém para começar?

Algodão de seis milímetros em troços de sete a oito metros. É macia, segura bem o nó e perdoa os erros de tensão melhor do que a juta.

Onde nunca se ata?

No pescoço, em caso algum. Também não sobre articulações nem na face interna do braço ou da coxa, onde os nervos passam perto da superfície.

Como se sabe se está demasiado apertado?

Deve caber um dedo entre a corda e a pele. Se surgir formigueiro, frio ou mudança de cor, solta-se de imediato.

O que se deve ter sempre à mão?

Uma tesoura de ponta romba ou um corta cordas, e uma palavra ou gesto combinado para parar. Nunca se deixa ninguém atado sem companhia.

Como se cuida a corda?

O algodão lava-se à mão e seca-se estendido. A juta não se lava: escova-se, passa-se por calor suave e guarda-se enrolada num sítio seco.

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