Jogos de Impacto

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Um flogger não bate, acaricia com peso. É a diferença que separa esta ferramenta de uma palmatória ou de um chicote de cauda única, e também a razão pela qual é a peça com que mais gente começa e com que muitas ficam.

Chicotes e floggers | Palmatórias e chibatas | Impacto e sensação | Bondage e fetiche

Porque o número de caudas muda tudo

A física é simples e quase ninguém a explica. A energia do movimento reparte-se por todas as caudas que embatem. Um flogger de quarenta tiras entrega a cada ponto da pele uma fração mínima dessa força, pelo que o resultado é uma sensação ampla, profunda e surda. O mesmo braço com uma só cauda concentra toda a energia numa linha, e isso arde.

Daí a regra prática: muitas caudas e largas para sensação envolvente, poucas caudas e finas para sensação aguda. Se está a comprar o primeiro flogger, escolha o de maior número de tiras.

O material define o carácter

  • Camurça. Macia, mate, sem gume. A entrada mais amável na categoria.
  • Pele curtida. Mais peso e mais presença, com um impacto claramente surdo e um som característico que faz parte da experiência.
  • Tiras finas de couro ou de PVC. Leves e rápidas, com forte componente de ardor.
  • Corda ou cordão entrançado. Textura irregular e sensação mista consoante a intensidade.

A gama está em chicotes e floggers, e as ferramentas de superfície plana, que trabalham outra sensação, em palmatórias e chibatas.

A técnica que é preciso aprender: o oito

Este é o elemento prático que separa uma sessão que funciona de uma que fica pela tentativa.

Em vez de bater com movimento vertical de cima para baixo, traça-se um oito horizontal à frente do corpo, deixando que as caudas alcancem as costas alternadamente no final de cada curva. O movimento é contínuo, o peso do flogger faz quase todo o trabalho e o pulso apenas orienta. As vantagens são três: o ritmo mantém-se sem esforço, a intensidade é muito mais constante e o braço não cansa.

Pratica-se primeiro sobre uma almofada ou as costas de um sofá, até as caudas caírem agrupadas e no mesmo ponto. Dez minutos de prática a sós valem mais do que qualquer explicação.

Onde sim e onde nunca

Zonas seguras: nádegas, parte alta das costas sobre as omoplatas, face posterior das coxas. É tecido com músculo ou gordura por baixo e sem estruturas vulneráveis.

Zonas proibidas sem exceção: a região lombar e os flancos baixos, onde estão os rins sem proteção óssea; a coluna vertebral; o pescoço; as articulações. Um flogger de caudas compridas tem alcance imprevisível, por isso é preciso deixar margem em relação a essas zonas, e não apontar mesmo ao limite.

Como se sobe a intensidade

Começa-se muito abaixo de onde se quer chegar e sobe-se em degraus pequenos. A pele precisa de aquecer: alguns minutos de intensidade baixa aumentam o fluxo sanguíneo na zona e fazem com que o que vier depois seja melhor tolerado e melhor sentido. Saltar o aquecimento é o erro mais habitual.

Palavra de segurança combinada de antemão, inspeção da pele entre séries e paragem imediata perante qualquer rotura da superfície. Depois, calor, água e contacto tranquilo. O resto da categoria está em jogo de impacto.

Cuidado do material

O couro limpa-se com pano ligeiramente húmido e condiciona-se duas vezes por ano com produto específico. Nunca o mergulhe nem o deixe secar ao sol. Pendure o flogger pelo cabo com as caudas para baixo para que não se emaranhem nem tomem forma. Se for partilhado entre pessoas, o couro é poroso e não pode ser desinfetado: nesse caso, o PVC ou o silicone são a escolha correta.

As ferramentas, comparadas

A superfície de contacto é o que decide se uma pancada se sente como calor difuso ou como uma linha concreta.

FerramentaSuperfície de contactoSensaçãoDificuldadeNível
Flogger de muitas tirasMuito amplaCalor difuso, envolventeBaixaInício
Flogger de poucas tirasMédiaMais definidaMédiaInício ou médio
Palmatória planaAmpla e rígidaImpacto surdoBaixaInício
ChibataMuito pequenaPungente e localizadaMédiaMédio
Chicote de tira únicaMínimaMuito intensa, deixa marcaAltaAvançado

A gama completa de tiras está em chicotes e floggers, e as superfícies rígidas em palmatórias e chibatas.

Envio discreto da Lace & Luna

Embalagem lisa sem marca nem referência ao conteúdo, descritivo bancário discreto, preparação em 1 a 2 dias úteis e entrega em Portugal em 2 a 5 dias úteis, com portes gratuitos acima de 100 €. Venda exclusiva a maiores de 18 anos.

Perguntas frequentes

Com que ferramenta convém começar?

Com um flogger de muitas tiras de camurça. Distribui o impacto por uma superfície ampla, perdoa erros de pontaria e produz calor difuso em vez de dor localizada.

Onde se pode bater e onde não?

Sim nos glúteos, na parte alta e externa das coxas e na zona carnuda das costas altas. Nunca nos rins, coluna, pescoço, articulações nem atrás dos joelhos.

Como se sobe a intensidade?

Começando muito suave durante vários minutos para a zona aquecer, e subindo por degraus pequenos com verificação entre eles. O aquecimento prévio muda por completo o que o corpo tolera.

O que é a técnica do oito?

Um movimento contínuo em forma de oito que mantém as tiras em andamento e faz o impacto chegar plano. Evita a pancada com a ponta, que é a que produz a dor aguda não procurada.

Como se cuida o material?

Pano húmido nas tiras, secagem ao ar pendurado pelo cabo e amaciador no couro duas vezes por ano. Guardado pendurado, nunca enrolado numa gaveta.

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