Eletroestimulação

Eletroestimulação

A eletroestimulação não produz vibração. Produz contração muscular involuntária através de impulsos elétricos de baixa intensidade, e essa diferença é total: não é uma sensação mais forte do mesmo, é uma sensação que nenhum outro brinquedo consegue reproduzir.

Bondage e fetiche | Pinças e jogo de mamilo | Jogo sensorial | Anéis

Contraindicações: leia isto antes de tudo

Esta é a única categoria do catálogo em que uma lista de exclusões vem primeiro, porque há situações em que o risco é real e não negociável.

  • Pacemaker ou qualquer implante eletrónico cardíaco. Exclusão absoluta, sem exceções.
  • Problemas cardíacos, arritmias ou epilepsia. Consulta médica prévia obrigatória.
  • Gravidez. Não se utiliza.
  • Implantes metálicos, piercings na zona de utilização ou feridas abertas. Retiram-se os piercings e evita-se a zona afetada.

E a regra física que governa tudo o resto: a corrente nunca deve atravessar o tórax. Todos os elétrodos ficam abaixo da cintura, sempre, e ambos do mesmo lado do corpo quando possível. Nada acima da cintura e nada que cruze de um lado ao outro passando pelo coração.

Como funciona um circuito

A eletricidade precisa de dois pontos: sai por um e regressa pelo outro. É essa a razão pela qual tudo nesta categoria vem aos pares, e pela qual um único elétrodo não faz absolutamente nada.

Os formatos habituais são elétrodos adesivos, que se colocam sobre a pele; anéis e bandas condutoras, que envolvem uma zona; e peças inseríveis bipolares, que têm os dois contactos integrados na mesma peça e são as mais simples de usar bem.

As três variáveis do controlo

Um aparelho de eletroestimulação permite ajustar três parâmetros, e perceber o que faz cada um muda por completo o resultado.

A intensidade é a amplitude do impulso, e é o que a maioria sobe demasiado depressa. Começa-se no mínimo absoluto e sobe-se muito devagar.

A frequência determina o carácter da sensação. Os valores baixos, entre 1 e 20 Hz, produzem pulsações separadas e percetíveis, quase como pequenas batidas. Os valores altos, acima de 80 Hz, sentem-se como um formigueiro contínuo e suave. É aí que está a maior parte da variedade da experiência, muito mais do que na intensidade.

Os modos ou padrões alternam ambos os parâmetros de forma automática. Valem a pena porque o corpo adapta-se rapidamente a um estímulo constante e deixa de o percecionar.

O detalhe que decide se funciona: o gel

Este é o ponto prático onde quase toda a gente falha à primeira, e não está explicado em lado nenhum.

A corrente precisa de um meio condutor para se distribuir pela superfície do elétrodo. Sem ele, concentra-se nos poucos pontos de contacto real e produz uma sensação picante e desagradável em vez da contração ampla que se procura.

Resolve-se com lubrificante à base de água, que é condutor pelo seu conteúdo em sais, aplicado em camada generosa sobre o elétrodo. O lubrificante à base de silicone é isolante e não serve de nada aqui. O de água está em lubrificantes à base de água.

Se sentir uma picada aguda num ponto concreto, não suba a intensidade: baixe, retire, acrescente mais lubrificante e volte a colocar. A picada significa sempre contacto insuficiente.

Sessão e cuidado

Coloque os elétrodos com o aparelho desligado e no nível mínimo, sempre. Suba gradualmente e limite a sessão a vinte ou trinta minutos, porque a musculatura fatiga-se tal como com qualquer exercício. Desligue antes de retirar seja o que for.

Os elétrodos de silicone condutor limpam-se com água morna e sabão neutro, secando por completo; os adesivos têm vida limitada e substituem-se quando perdem aderência. Guarde os cabos sem os dobrar em ângulo, porque o ponto de rotura habitual fica mesmo à entrada do conector. Para a limpeza, produto de limpeza de brinquedos.

Explore também

As peças anais compatíveis estão em plugs anais, os anéis em anéis penianos e a categoria sensorial completa em jogo sensorial e de controlo.

Os acessórios, comparados

Um equipamento compõe-se de uma unidade de controlo e de elétrodos. O que muda entre uns e outros é a zona e o tipo de contacto.

AcessórioZonaContactoNívelNota
Elétrodos adesivosExterna, amplaSuperfície planaInícioNunca acima da cintura
Anel condutorBaseContacto contínuoInício ou médioPrecisa de gel
Sonda ou plug condutorInternaAmplo, envolventeMédioSensação mais difusa
Pinças condutorasMamiloPontualMédio ou altoIntensidade muito localizada
Bandas ajustáveisCoxa ou braçoAnelarInícioFáceis de colocar e retirar

Os acessórios não condutores para as mesmas zonas estão em pinças e jogo de mamilo.

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Perguntas frequentes

Quem não deve usar eletroestimulação?

Qualquer pessoa com pacemaker ou outro dispositivo cardíaco implantado, com epilepsia, com arritmias ou grávida. Em caso de dúvida ou de qualquer problema cardíaco, consulta-se antes um profissional de saúde.

Por onde pode passar a corrente?

Só abaixo da cintura. Nunca de um lado do corpo ao outro atravessando o peito nem perto da cabeça ou do pescoço, porque aí o percurso atravessa o coração.

Para que serve o gel condutor?

Para distribuir a corrente por toda a superfície do elétrodo. Sem ele, a corrente concentra-se nos pontos de contacto seco e produz picadas em vez da contração procurada.

Como se começa uma sessão?

Com o comando a zero, colocando os elétrodos antes de ligar e subindo a intensidade muito devagar. Todos os ajustes de posição se fazem com o aparelho desligado.

Quanto deve durar?

Vinte ou trinta minutos como referência, e para-se perante qualquer desconforto, vermelhidão ou dormência. Depois convém limpar os elétrodos e observar a pele da zona.

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