Bondage e fetiche

Bondage e fetiche

O bondage e o fetichismo cobrem práticas muito diferentes entre si, desde uma simples venda nos olhos até cenas complexas com amarras e papéis definidos. O que todas partilham não é o material, mas o enquadramento: acordo prévio, sinal de paragem e capacidade de parar a cena a qualquer momento. É esse enquadramento que faz o resto funcionar.

Amarras | Algemas | Vendas e máscaras | Kits de bondage

O que há nesta categoria

GrupoPeças típicasNível
Privação sensorialVenda, tampões, capuzIniciação
Fixação ligeiraAlgemas de tecido, fitasIniciação
Cordas e fitasCorda de algodão, fita adesivaIntermédio
ImpactoPás, chibatas, floggersIntermédio
MordaçasBola, argola, mordaça de tecidoIntermédio
Mobiliário e posiçãoCintas de cama, baloiçosAvançado

O que se combina antes

Antes da primeira cena convém falar de três coisas: o que apetece, o que não se faz em circunstância alguma e como se para. Uma palavra de segurança clara, que não se confunda com o jogo, resolve a terceira.

Se houver mordaça ou a pessoa não puder falar, é preciso um sinal físico equivalente, como largar um objeto que se segura na mão. E quem amarra não se ausenta do quarto enquanto o outro está imobilizado, sem exceções.

Circulação, nervos e tempo

As amarras vão sobre zonas com massa muscular e nunca sobre articulações, pescoço nem mesmo por cima do pulso na face interna, onde os nervos são muito superficiais.

Deve caber um dedo entre a amarra e a pele. Frio, palidez, formigueiro ou perda de sensibilidade são sinais para afrouxar de imediato. Tenha uma tesoura de segurança de ponta romba ao alcance sempre que usar corda ou fita, e a chave à mão se usar cadeados.

Por onde começar

Uma venda e umas algemas de tecido com velcro cobrem a maior parte do que esta categoria traz numa primeira sessão, com muito pouco risco e bastante diferença face ao habitual.

As cordas exigem aprendizagem: nós que não apertam sozinhos, conhecimento da anatomia e prática. Os kits de bondage reúnem peças complementares e são uma forma sensata de começar sem comprar em separado.

Depois da cena

O cuidado posterior é parte da prática, não um acrescento. Água, um cobertor, contacto tranquilo e falar de como correu consolidam a confiança e ajudam a ajustar a próxima vez.

Reveja o material depois de cada uso: costuras, fivelas e mosquetões. O couro limpa-se com pano húmido e hidrata-se; o nylon e o algodão lavam-se à mão; as peças metálicas secam-se bem para evitar ferrugem. Venda exclusiva a maiores de 18 anos.

envio discreto da Lace & Luna

As encomendas seguem em embalagem lisa e sem marca, sem qualquer referência ao conteúdo no exterior, e o descritivo bancário é igualmente discreto. Os detalhes estão em embalagem discreta. Somos uma loja familiar e nesta categoria o acordo prévio parece-nos tão importante como o equipamento.

Por onde começar sem gastar muito

A primeira compra útil desta secção não é uma corda nem umas algemas: é uma venda. Tirar a visão multiplica o efeito de qualquer outra coisa que se faça depois, custa pouco e não tem curva de aprendizagem. A segunda são umas pulseiras almofadadas com fivela, que distribuem a pressão por desenho e se soltam num segundo.

Com essas duas peças e uma conversa prévia já se pode montar uma cena completa. O que vem depois, corda, barras separadoras, mordaças ou material de impacto, faz sentido quando já se sabe do que se gosta e do que não, e não antes.

A diferença entre bondage e fetichismo

O bondage trabalha com a restrição do movimento: corda, fita, algemas, arneses. O fetichismo trabalha com o objeto ou o material em si, o látex, o couro, as luvas, o calçado, e não precisa de restrição nenhuma. Combinam-se muitas vezes, mas não são o mesmo e não exigem as mesmas precauções.

No papel a distinção parece académica; na prática serve para decidir o que comprar. Se o que atrai é a sensação de estar preso, o material importa pouco. Se o que atrai é o toque do couro ou do látex, pode ter-se tudo isso sem atar nada.

O cuidado do material

O couro limpa-se com um pano apenas húmido e nutre-se de vez em quando com um produto específico; a água abundante endurece-o. O látex precisa de talco por dentro para não colar a si próprio e guarda-se longe do metal, que o mancha. As peças de nylon e neoprene vão a lavagem à mão e secagem à sombra.

Perguntas frequentes

Por onde se começa?

Por uma venda e umas algemas de tecido ajustáveis. Trazem muito com pouco risco e não exigem técnica prévia.

Quão apertada deve ficar uma amarra?

Deve caber um dedo entre a corda e a pele. Frio, formigueiro ou palidez são sinal para afrouxar de imediato.

O que acontece se houver mordaça?

É preciso um sinal físico de paragem, como largar um objeto segurado na mão, porque a palavra de segurança não serve.

Pode deixar-se sozinha a pessoa amarrada?

Nunca. Quem amarra permanece no quarto durante toda a cena e com tesoura de segurança ao alcance.

Como se cuida o material?

Couro com pano húmido e hidratante, nylon e algodão à mão, e metal bem seco. Reveja costuras e fivelas depois de cada uso.

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