Restrições e Fundamentos de Bondage

Restrições e Fundamentos de Bondage

O material bondage compra-se quase sempre pela ordem errada. A maioria começa pelo mais vistoso e acaba a usar uma fração do que tem, quando a ordem que funciona é a contrária e custa bastante menos.

Algemas e amarras | Cordas e fitas | Kits | Vendas e máscaras

A ordem de compra que faz sentido

Quatro passos, e cada um só quando o anterior já foi usado várias vezes.

Primeiro, uma venda para os olhos. É a peça mais barata de toda a categoria e a que mais muda a experiência, porque retirar a visão amplifica tudo o resto sem restringir o movimento. Não tem risco associado e pode parar-se num segundo.

Segundo, uns punhos largos. De neoprene ou de pele acolchoada, com argola em D. Servem para pulsos e tornozelos, ligam-se a quase tudo e são a base sobre a qual se constrói o resto. Estão em algemas e contenções.

Terceiro, um sistema de ancoragem. Correias por baixo do colchão ou fitas ajustáveis. É o que transforma uns punhos numa contenção real sem depender da estrutura da cama.

Quarto, a parte sensorial. Uma pena, um flogger leve, uma vela de baixa temperatura. É aqui que entra a variedade, e funciona muito melhor quando a base já está resolvida. Em jogo de impacto e em jogo sensorial e de controlo.

Os kits fechados que reúnem várias destas peças estão em kits de bondage, e costumam sair a melhor preço do que comprar avulso.

A conversa prévia, em quatro perguntas

Isto vale mais do que qualquer acessório, e faz-se vestidos e a frio, não no momento.

O que quer experimentar. O que não quer em circunstância alguma. Que zonas do corpo ficam de fora. E que palavra vão usar para parar.

Sobre a palavra de segurança, a que funciona é uma que não encaixe na situação, porque expressões como "não" ou "para" podem fazer parte do jogo. Muitos casais usam um sistema de dois níveis: uma palavra para "mais devagar", outra para "parar de vez". E é sempre precisa uma alternativa não verbal caso a boca esteja ocupada, que costuma ser largar um objeto que se segura na mão.

O que ter no quarto

  • Tesoura de emergência, de ponta romba, se houver corda ou fita.
  • As chaves, dois conjuntos, se houver algemas metálicas.
  • Luz suficiente para ver a cor e o estado das mãos e dos pés.
  • Um relógio visível, porque nesta situação a perceção do tempo distorce-se bastante.
  • Água e uma manta para depois.

Os sinais de parar

Há três que não se negoceiam e não dependem de ninguém dizer nada.

Alteração de cor ou de temperatura nas mãos ou nos pés. Dormência ou formigueiro que não desaparece ao mexer os dedos. E qualquer dificuldade respiratória, por ligeira que pareça.

Como referência geral, vinte minutos é um intervalo razoável para verificar qualquer contenção. E a pessoa contida não fica sozinha em momento algum, nem para ir buscar alguma coisa ao quarto ao lado.

O que não se faz

Não se aplica pressão nem restrição alguma sobre o pescoço. Não há forma segura de o fazer, independentemente da experiência.

Não se ata ninguém que tenha bebido ou consumido algo que altere a perceção da dor ou a capacidade de comunicar. E não se improvisa com material que não foi desenhado para isto: cintos, cabos e abraçadeiras concentram pressão de uma forma que nenhum acessório fabricado para o efeito faz.

O depois importa tanto como o durante

Ao terminar, solte devagar e pela ordem inversa à que atou. Massaje suavemente as zonas que estiveram sob pressão para restabelecer a circulação.

Depois vem o cuidado posterior: água, agasalho, contacto físico tranquilo e um bocado de conversa. Não é um extra opcional. Uma sessão intensa produz uma descida fisiológica quando a adrenalina baixa, e esse tempo é o que a amortece. Comentem o que funcionou e o que não enquanto está fresco, porque é a melhor informação para a vez seguinte.

A gama de cordas está em cordas e fitas e as coleiras em coleiras e arneses de corpo.

O material de partida, comparado

As quatro primeiras linhas cobrem 90 % do que se usa de facto. Repare sobretudo na coluna de libertação rápida, que é a que decide se uma peça serve para começar.

PeçaNívelLibertação rápidaPonto a vigiarIdeal para
Amarras de tecido com velcroInícioImediata, de um puxãoAbrem sozinhas com forçaPrimeira vez
Algemas de couro com fivelaInício ou médioRápidaFolga de dois dedosUtilização regular
Algemas metálicasMédioSó com chavePressão sobre o nervo do pulsoCenas curtas
Corda de algodãoMédioCom tesoura à mãoNunca sobre o pescoçoQuem quer aprender nós
Fita autoaderenteInícioCorta-se ou rasga-seNão cola à pele, mas apertaSessões pontuais
Barra separadoraAvançadoCom mosquetãoPosição mantidaPrática com experiência

Os conjuntos que reúnem várias destas peças estão em kits de bondage, e o mobiliário específico em mobiliário e posicionamento.

Envio discreto da Lace & Luna

Embalagem lisa sem marca nem referência ao conteúdo, descritivo bancário discreto, preparação em 1 a 2 dias úteis e entrega em Portugal em 2 a 5 dias úteis, com portes gratuitos acima de 100 €. Venda exclusiva a maiores de 18 anos.

Perguntas frequentes

Que material de bondage convém comprar primeiro?

Uma venda e umas amarras de tecido com velcro. Cobrem a privação sensorial e a imobilização suave, onde está a maior parte do efeito, e soltam-se de um puxão.

Quão apertada deve ficar uma amarra?

Com dois dedos de folga entre a tira e a pele. Se a mão arrefecer, formigar ou mudar de cor, retira-se de imediato: são sinais de compressão, não parte do jogo.

O que deve estar sempre no quarto?

Uma tesoura de ponta romba, a chave se houver fechadura, água e algo para agasalhar depois. Tudo ao alcance da mão antes de começar, não noutra divisão.

Que sinal se usa se não for possível falar?

Um sinal físico combinado antes: um objeto na mão que se larga, ou três batidas seguidas. Testa-se antes de a cena começar.

Porque importa o momento seguinte?

Porque a descida de adrenalina deixa o corpo frio e a cabeça baralhada. Agasalho, água e uma conversa calma sobre o que resultou fazem parte da prática, não são um extra.

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