Lubricants

Lubricants

Quase todos os problemas atribuídos ao lubrificante íntimo são na verdade problemas de quantidade, de momento ou de sítio. A base importa, e está resolvida em cada subcategoria, mas o que muda o resultado na prática é como se usa.

Base água | Base silicone | Anais | Com sabor

A quantidade certa é mais do que julga

A referência habitual, umas gotas, fica curta em quase todas as utilizações. Como ponto de partida:

  • Utilização vaginal: uma quantidade do tamanho de uma avelã, repartida e não depositada num ponto.
  • Utilização com brinquedo: cobrir toda a superfície que vai entrar, mais um pouco na entrada.
  • Utilização anal: bastante mais, do tamanho de uma noz no mínimo, e repondo sem esperar por sentir fricção.
  • Utilização com preservativo: uma gota dentro da ponta antes de o colocar e o resto por fora.

Essa gota interior é o pormenor que mais muda a sensação com preservativo e o que quase ninguém aplica. Basta uma: mais do que isso faz o preservativo deslizar.

Onde se aplica

Aplicar só sobre o brinquedo ou sobre o preservativo deixa a entrada seca, que é justamente onde se concentra a sensibilidade. A sequência que funciona é ao contrário: primeiro sobre o corpo, depois sobre o que se introduz.

E aquecê-lo entre as mãos alguns segundos antes evita o pequeno sobressalto do contacto frio, que interrompe mais do que parece.

Reaplicar sem cortar o momento

Com base aquosa, a reaplicação faz parte da utilização normal, não é sinal de que o produto seja mau. Há um truque que evita abrir o frasco a meio: umas gotas de água ou um pouco de saliva sobre a zona reativam o lubrificante já aplicado, porque o que aconteceu foi ter evaporado a parte aquosa, não ter desaparecido o produto.

Se tiver de reaplicar mais de duas ou três vezes por sessão, a fórmula fica-lhe curta e o salto lógico é para um lubrificante híbrido ou para um de base silicone.

Situações que pedem uma fórmula concreta

Secura por alterações hormonais ou medicação

A secura vaginal associada à menopausa, à amamentação, a contracetivos hormonais ou a certos medicamentos responde melhor a fórmulas sem glicerina, sem perfume e de osmolalidade moderada, porque o objetivo é não acrescentar irritação a um tecido já sensível. Se o problema for persistente, um profissional de saúde pode avaliar se convém também um hidratante vaginal, que é um produto distinto e de utilização regular.

Procura de gravidez

A maioria dos lubrificantes convencionais não está formulada para ser compatível com os espermatozoides, porque o pH e a osmolalidade que respeitam a mucosa não são os mesmos que respeitam a mobilidade espermática. Se estiver a tentar engravidar, procure no rótulo uma indicação explícita de compatibilidade com a fertilidade e consulte o seu profissional de saúde.

Pele reativa

Os três ingredientes que mais reações produzem são o perfume, os agentes de sensação como o mentol ou a capsaicina e os conservantes da família dos parabenos. Uma fórmula curta e sem aroma é a aposta segura, e um teste no antebraço no dia anterior esclarece a dúvida em vinte minutos.

Conservação e validade

Um lubrificante por abrir dura entre dois e três anos; depois de aberto, o habitual são doze meses, e a embalagem indica-o com um símbolo de frasco aberto e um número seguido da letra M.

Guarde-o longe do calor direto e da luz, fechado, e com o doseador limpo. Os formatos de bomba ou de monodose contaminam-se muito menos do que os de tampa aberta, porque o dedo não entra em contacto com o conteúdo.

Sinais de que é preciso deitar fora: separação de fases que não se recupera ao agitar, mudança de cheiro, textura granulosa ou cor diferente da original.

Uma nota sobre viagens

Em cabina vigora o limite de 100 ml por embalagem, por isso os formatos de bolso e as monodoses são a opção prática. E em climas quentes, evite deixar o frasco no carro: o calor prolongado separa as emulsões, sobretudo as híbridas.

Toda a secção

As fórmulas suaves de utilização diária estão em lubrificantes à base de água, as densas para utilização anal em lubrificantes anais, as de sabor em lubrificantes com sabor, as de efeito térmico em lubrificantes com efeito calor ou frio, as de origem vegetal em lubrificantes de óleo natural e o guia comparativo completo em lubrificantes e essenciais.

As bases, comparadas

Antes de olhar para marcas convém decidir a base, porque dela dependem a duração, a compatibilidade e a limpeza posterior.

BaseDuraçãoCom látexSobre siliconeMelhor para
ÁguaCurta, reaplica-seSimSimUso diário e com brinquedos
SiliconeMuito longaSimNãoSessões longas e água
HíbridaMédia longaSimCom precauçãoPonto intermédio
Óleo vegetalLongaNãoSimMassagem e uso externo
Com saborCurtaSimSimSexo oral
Com efeito térmicoCurtaVerificar rótuloSimSensação acrescentada

Em caso de dúvida, base água: é a única que não entra em conflito com nenhum material nem com nenhum preservativo.

Envio discreto da Lace & Luna

Embalagem lisa sem marca nem referência ao conteúdo, descritivo bancário discreto, preparação em 1 a 2 dias úteis e entrega em Portugal em 2 a 5 dias úteis, com portes gratuitos acima de 100 €. Venda exclusiva a maiores de 18 anos.

Perguntas frequentes

Quanto lubrificante se deve usar?

Mais do que sugere a expressão umas gotas. Do tamanho de uma avelã em utilização vaginal, de uma noz no mínimo em utilização anal, e cobrindo toda a superfície que vai entrar quando há brinquedo.

Porque seca o lubrificante de base aquosa?

Porque evapora a parte aquosa, não porque o produto desapareça. Umas gotas de água sobre a zona reativam-no sem ser preciso abrir o frasco outra vez.

Quanto dura um lubrificante depois de aberto?

O habitual são doze meses, e a embalagem indica-o com o símbolo do frasco aberto seguido de um número e da letra M. Fechado, entre dois e três anos.

Que fórmula convém com pele reativa?

Uma lista curta de ingredientes, sem perfume, sem agentes de sensação e sem parabenos. Um teste no antebraço na véspera esclarece a dúvida em vinte minutos.

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